Não há como colher flores se o que você oferece são espinhos

É sabido que tememos o desconhecido. A falta de informação nos leva a ter pouca confiança e a reagir de maneiras diferentes das esperadas. Em um processo de doma convencional, parte-se do princípio que o cavalo, por ser grande e pesado, é bruto.

Como pode ser bruto um animal que sente uma mosca nas costas?

Ele tem tamanho, sim, mas muita inteligência e características mais nobres que a de muitos humanos.

Cavalo é animal de fuga, uma presa, que tem como natureza fugir para sobreviver. Evoluiu ao longo dos milhares de anos, melhorando suas características para correr e afastar-se de predadores. Vale aqui lembrar, que para os cavalos, somos predadores, iguais a onças e lobos. Cabe a nós, que queremos a colaboração dos cavalos em nossas atividades, mostrar a eles que somos parceiros e que não iremos maltrata-los. Cavalos são reativos, então, depende de nossas ações as respostas que obteremos deles. Um cavalo que sofreu em seu processo de doma, que apanhou, ou foi coagido a fazer alguma coisa forçado, será um cavalo perigoso a vida inteira. E o que é pior, será triste e sempre trabalhará forçado.

Respeito é a chave

Por outro lado, com respeito, conhecendo-se a individualidade de cada animal, pode-se conquistar a sua confiança e ter um parceiro para as mais diversas atividades.Com técnicas de pressão e alívio, aplicados nos momentos certos, com firmeza sempre, porém com ternura, obtém-se um resultado perene, mais efetivo e em muito menos tempo. Em nosso curso de doma sem violência, ensinamos como conhecer e respeitar o seu cavalo, como é a natureza dele e principalmente, como devemos agir, para obtermos os melhores resultados.

O domador serve como um guia, que conduz seu cavalo a realizar as tarefas do interesse do proprietário. Através de uma linguagem clara e que ensinamos, através dos princípios do Join-Up (desenvolvido pelo conhecido encantador de cavalos Monty Roberts), desenvolve-se uma relação de confiança, estabelecendo-se uma hierarquia naturalmente, sem traumas. Mostramos a importância de o domador ser autoconfiante, e observar os sinais de comunicação do cavalo, estabelecendo uma comunicação simétrica, onde domador e cavalo interagem no desenvolvimento da confiança.

O caráter é formado através da convivência, e quanto mais previsível for o domador em suas atitudes, mais autoconfiança obterá e transmitirá ao cavalo, criando assim um ambiente onde o cavalo deseje realizar as tarefas necessárias naquele momento.